Djaimilia Pereira de Almeida: Tecelã de Mundos Passados e Presentes

Autores

Sheila Khan (coord.)
Escola de Ciências Humanas e Sociais, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal/Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal
https://orcid.org/0000-0002-8391-8671
Sandra Sousa (coord.)
Department of Modern Languages and Literatures, University of Central Florida, Orlando, Estados Unidos da América
https://orcid.org/0000-0003-1571-0323

Palavras-chave:

subjetividades coloniais, testemunhos pós-coloniais, raça e género, memória histórica, ecocumplicidade

Sinopse

Este livro é uma dedicatória à obra da escritora Djaimilia Pereira de Almeida. Nele, diversos contribuidores, oriundos de diferentes lugares e com trajetórias de vida singulares, unem-se pelo amor à literatura, ao pensamento crítico e social em torno da relação entre passados e presentes diversos. Neste espaço, todos tentam desvendar e atribuir sentido (ou criar novos significados) aos mundos impressos nas páginas de uma interrogação constante para pensar o mundo da experiência histórica e humana, que perpassa na sua obra. A autora pertencente a uma geração de afrodescendentes formados em Portugal que questiona o papel de herdeiros de processos imperiais e pós-coloniais, tanto local quanto globalmente. Estabelecendo elos com uma diáspora europeia ou mesmo americana, Djaimilia proporciona-nos a oportunidade de repensar o lugar da sua geração num mundo marcado pela violência, solidão, silêncio, discriminação e imposição de fronteiras. Este livro representa um encontro audacioso com uma cidadã e escritora que desafia o mundo do antes, do agora e do porvir, por meio de uma escrita ativa, comprometida e profundamente humanista. Os textos incluídos nesta coletânea demonstram a riqueza e diversidade de análises que a obra de Djaimilia Pereira de Almeida inspira numa atitude crítica perante a nossa contemporaneidade.

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Biografias Autor

Sheila Khan, Escola de Ciências Humanas e Sociais, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal/Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal

Sheila Khan é socióloga, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, professora convidada auxiliar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e comentadora do painel do programa Debate Africano na RDP África. É doutora em estudos étnicos e culturais pela Universidade de Warwick. É membro de investigação no âmbito do projeto MigraMediaActs – Migrações, Media e Ativismos em Língua Portuguesa: Descolonizar Paisagens Mediáticas e Imaginar Futuros Alternativos (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho). As suas mais recentes publicações são: Portugal a Lápis de Cor. A Sul de uma Pós-Colonialidade (Almedina, 2015); Visitas a João Paulo Borges Coelho. Leituras, Diálogos e Futuros (editado com Nazir Can, Sandra Sousa, Leonor Simas-Almeida e Isabel Ferreira Gould; Colibri, 2017); O Mundo na Europa: Crises e Identidade (editado com Rita Ribeiro e Vítor Sousa; Húmus, 2020); Racism and Racial Surveillance. Modernity Matters (Racismo e Vigilância Racial. A Modernidade Importa; editado com Nazir Can e Helena Machado; Routledge, 2021); Reparações Históricas: Desestabilizando Construções do Passado Colonial, Volume 41 da revista Comunicação e Sociedade (editado com Vítor Sousa e Pedro Schacht Pereira); Djaimilia Pereira de Almeida: Tecelã de Mundos Passados e Presentes (editado com Sandra Sousa; UMinho Editora/CECS, 2023); e, finalmente, Pós-Memórias no Feminino. Vozes e Experiências na Gramática do Mundo, da revista ex-aequo (editado com Susana Pimenta e Sandra Sousa, 2023).

Sandra Sousa, Department of Modern Languages and Literatures, University of Central Florida, Orlando, Estados Unidos da América

Sandra Sousa é doutorada em estudos portugueses e brasileiros pela Brown University e professora associada no Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da University of Central Florida. Atualmente é pesquisadora do PielaAfrica (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias. Os seus interesses de pesquisa incluem colonialismo e pós-colonialismo; literatura colonial; relações raciais em Moçambique; guerra, ditadura e violência na literatura contemporânea portuguesa e luso-africana. Tem ensaios e recensões publicados nos Estados Unidos, no Brasil e em Portugal. É autora dos livros Ficções do Outro: Império, Raça e Subjectividade no Moçambique Colonial (Esfera do Caos, 2015), Portugal Segundo os Estados Unidos da América (Theya Editores, 2021), e coeditora dos livros Visitas a João Paulo Borges Coelho. Leituras, Diálogos e Futuros (Colibri, 2017) e The Africas in the World and the World in the Africas: African Literatures and Comparativism (As Áfricas no Mundo e o Mundo nas Áfricas: Literaturas Africanas e Comparativismo; Quod Manet, 2022).

Inocência Mata, Centro de Estudos Comparatistas, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Inocência Mata é doutora em letras pela Universidade de Lisboa e pós-doutora em estudos pós-coloniais pela Universidade de Califórnia, Berkeley; é professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na área de literaturas, artes e culturas, e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas. Foi, de 2014 a 2018, professora na Universidade de Macau, onde exerceu com uma licença especial do reitor da Universidade de Lisboa, tendo sido vice-diretora do Departamento de Português da Universidade de Macau, coordenadora do programa de doutoramento, PhD in Literary and Intercultural Studies (Portuguese), e diretora do Centro de Investigação de Estudos Luso-Asiáticos. É membro de associações científicas da sua especialidade, das quais se destacam a Associação Portuguesa de Literatura Comparada, a Association por L’Étude des Littératures Africaines (França), a Associação Internacional de Estudos Africanos (Brasil) e a Associação Internacional de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa. É membro fundador da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe e sócia honorária da Associação de Escritores Angolanos. É também membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa – Classe de Letras, membro da Academia Angolana de Letras e Académica Correspondente da Academia Galega da Língua Portuguesa. professora visitante de muitas universidades estrangeiras, é igualmente membro do conselho editorial e científico de muitas revistas de especialidade, nacionais e estrangeiras, sendo, para além de consultora e team member, coordenadora de projetos de investigação nacionais e internacionais. Tem publicado na área de literaturas e culturas africanas, literaturas em português e estudos pós-coloniais e culturais.

Roberta Guimarães Franco, Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil

Roberta Guimarães Franco é professora da área de literatura portuguesa e da pós-graduação em estudos literários da Universidade Federal de Minas Gerais e do mestrado em letras da Universidade Federal de Lavras. É bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. É doutora em estudos literários (literatura comparada) pela Universidade Federal Fluminense, com estágio doutoral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Tem experiência na área de literatura comparada, com ênfase nas relações entre literatura, história e memória nas literaturas portuguesa, angolana e moçambicana, em estudos culturais e teoria pós-colonial. Autora de Descortinando a Inocência: Infância e Violências em Três Obras da Literatura Angolana (EDUFF, 2016) e Memórias em Trânsito: Deslocamentos Distópicos em Três Romances Pós-Coloniais (Alameda, 2019).

Daniel F. Silva, Department of Luso-Hispanic Studies, Middlebury College, Middlebury, Estados Unidos da América

Daniel F. Silva é professor associado de estudos luso-hispânicos e estudos afro-diaspóricos na Middlebury College nos Estados Unidos. É autor de quatro livros: Embodying Modernity: Race, Gender, and Fitness Culture in Brazil (Incorporando a Modernidade: Raça, Género e Cultura Fitness no Brasil; University of Pittsburgh Press, 2022); Empire Found: Racial Identities and Coloniality in Twenty-First Century Portuguese Popular Cultures (Império Encontrado: Identidades Raciais e Colonialidade nas Culturas Populares Portuguesas do Século XXI; Liverpool University Press, 2022); Anti-Empire: Decolonial Interventions in Lusophone Literatures (Anti-império: Intervenções Decoloniais nas Literaturas Lusófonas; Liverpool University Press, 2018) e Subjectivity and the Reproduction of Imperial Power: Empire’s Individuals (Subjetividade e Reprodução do Poder Imperial: Os Indivíduos do Império; Routledge, 2015). É também organizador de quatro coletâneas: Migrant Frontiers: Race and Mobility in the Luso-Hispanic World (Fronteiras Migrantes: Raça e Mobilidade no Mundo Luso-Hispânico; Liverpool University Press, 2023); Lusophone African Poetry and Short-Stories After Independence: Decolonial Destinies (Poesia e Contos Africanos Lusófonos Após a Independência: Destinos Decoloniais; Anthem Press, 2021); Emerging Dialogues on Machado de Assis (Diálogos Emergentes Sobre Machado de Assis; Palgrave Macmillan, 2016); e Lima Barreto: New Critical Perspectives (Lima Barreto: Novas Perspetivas Críticas; Lexington Books, 2013).

Cláudia Pazos-Alonso, Faculty of Medieval and Modern Languages, University of Oxford, Oxford, Reino Unido

Cláudia Pazos-Alonso é professora de estudos portugueses e de género na Universidade de Oxford desde 1997. Os seus interesses de investigação incidem sobre a modernidade, estendendo-se do século XIX até à atualidade, privilegiando questões de género. Assinou numerosos estudos, entre os quais se destacam Imagens do Eu na Poesia de Florbela Espanca (1997), Antigone’s Daughters? Gender, Genealogy, and the Politics of Authorship in 20th-Century Portuguese Women’s Writing (Filhas de Antígona? Género, Genealogia e Política de Autoria na Escrita Feminina Portuguesa do Século XX; 2011, com Hilary Owen) e Francisca Wood and Nineteenth-Century Periodical Culture: Pressing for Change (Francisca Wood e a Cultura Jornalística do Século XIX: Um Desafio Pioneiro; 2020).

Margarida Rendeiro, Centro de Humanidades, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portuga

Margarida Rendeiro é investigadora integrada no Centro de Humanidades, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do Grupo de Investigação em Estudos Transculturais, Literários e Pós-Coloniais. É doutorada em estudos portugueses pelo King’s College (Londres). Os seus interesses de investigação centram-se nos estudos literários e culturais em língua portuguesa, formas de resistências e estudos de mulheres. É investigadora responsável do projeto Literatura de Mulheres: Memórias, Periferias e Resistências no Atlântico Luso-Afro-Brasileiro (PTDC/LLT-LES/0858/2021) e coorganizou Challenging Memories and Rebuilding Identities (Desafiando Memórias e Reconstruindo Identidades; Routledge, 2019).

Daniel Marinho Laks, Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura, Departamento de Letras, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, Brasil

Daniel Marinho Laks é professor adjunto de literatura portuguesa e literaturas africanas de língua portuguesa e professor do quadro efetivo do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal de São Carlos. Realizou pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (bolsa FAPERJ nota 10). Possui doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro com período sanduíche de 12 meses na Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (2016). Possui mestrado em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2011). É integrante da diretoria da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, membro do Grupo de Pesquisa Perspectivas Pós-Coloniais: Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa e líder do Grupo de Estudos Literatura, Política e Memória. Atualmente, trabalha principalmente com os seguintes temas: literatura e política, colonialismo português e as relações entre memória e trauma.

Susana Pimenta, Departamento de Letras, Artes e Comunicação , Escola de Ciências Humanas e Sociais, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal/ Departamento de Português, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal/Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal

Susana Pimenta é doutorada em ciências da cultura, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. É autora de Dinâmicas Coloniais e Pós-Coloniais. Os Casos de Reis Ventura, Guilhermina de Azeredo e Castro Soromenho (Húmus, 2018) e coeditora de Camilo: O Homem, o Génio e o Tempo (Edições Vercial, 2017), Camilo: O Homem, o Génio e o Tempo II (Edições Vercial, 2018), Portugal na (e no Tempo da) Grande Guerra (UTAD, 2018) e O Mundo Colonial Português: Representações, Memórias e Heranças (Húmus, 2023). Atualmente, leciona na área das ciências da cultura na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e na área das culturas lusófonas no Instituto Politécnico de Bragança. É membro integrado do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho. A sua pesquisa centra-se nas áreas dos estudos de cultura e dos estudos pós-coloniais, em particular em torno das representações culturais e da memória cultural.

Carla Sofia Araújo, Departamento de Português, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal/Centro de Estudos em Letras, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal

Carla Sofia Araújo é professora adjunta do Departamento de Português da Escola Superior de Educação (ESEB) do Instituto Politécnico de Bragança. É licenciada em línguas e literaturas modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, concluiu a parte escolar do mestrado em ensino da língua e da literatura portuguesas na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e é doutorada em ciências da linguagem (especialização em linguística aplicada) pela UTAD. A semântica lexical, a linguística de corpus e o ensino do português como língua materna e não materna constituem as suas principais áreas de investigação. É investigadora integrada do Centro de Estudos em Letras da UTAD. Carla é diretora do curso de licenciatura em línguas para relações internacionais da ESEB e responsável científica do Centro de Línguas da ESEB. Coordena o Departamento de Português da ESEB. É presidente da comissão organizadora do Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Relações Lusófonas.

Capa "Djaimilia Pereira de Almeida: Tecelã de mundos passados e presentes"

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