Os Desafios (Geográficos) da Governação Territorial

Autores

Pedro Chamusca (coord.)
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal
https://orcid.org/0000-0001-6921-8057
António Bento-Gonçalves (coord.)
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal
https://orcid.org/0000-0002-9646-156X

Palavras-chave:

geografia, políticas públicas, planeamento, ordenamento do território, desenvolvimento

Sinopse

O mundo faz-se de mudanças, de inovação, de resposta a desafios. As transições digitais, ecológica e para a sustentabilidade, aliadas a fenómenos globais mais ou menos imprevisíveis tornam cada vez mais evidente a necessidade e importância do conhecimento como suporte à tomada de decisão. Neste processo, a Geografia assume um papel central. Este foi o mote para organizar um livro sobre os desafios geográficos da gestão territorial, analisando a evolução recente e os caminhos para a sua implementação plena em Portugal. Esta obra pretende ser uma ferramenta de apoio ao planeamento e governação do território, considerando as recentes dinâmicas sociais, económicas, culturais e ambientais em Portugal, bem como a necessidade de políticas públicas mais eficientes e no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, do Portugal 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

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Biografias Autor

Pedro Chamusca, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal

Pedro Chamusca é investigador auxiliar no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho e presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos. Doutor em geografia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; qualificado profissionalmente em sistemas de informação geográfica; e formador acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua e pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. No seu pós-doutoramento, realizado no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro, coordenou investigação sobre o tema da coesão territorial, em especial na sua associação a processos de inovação de base territorial. É autor de mais de 80 publicações científicas, revisor em revistas internacionais indexadas como a Cities, International Journal of Urban and Regional Research, Land Use Policy ou Time & Society, e participa em vários projetos de investigação científica. Desenvolve investigação em temas associados à geografia urbana, coesão territorial, sistemas de informação geográfica, governança, planeamento, turismo e ordenamento do território. Na qualidade de investigador auxiliar, desempenha serviço docente no Departamento de Geografia da Universidade do Minho, lecionando nas licenciaturas em geografia e planeamento, proteção civil e gestão do território, artes visuais e no mestrado integrado em arquitetura. Tem, ainda, várias colaborações pedagógicas no ensino superior, designadamente na docência de aulas nos cursos de geografia da Universidade do Porto, Universidade de Coimbra e Universidade Federal de Pelotas, ou ainda na Porto Business School; e na orientação de teses e estágios de mestrado e doutoramento. É responsável por iniciativas nacionais e internacionais como as Olimpíadas da Geografia (desde 2018) e coordena/participa em vários projetos de aplicação do conhecimento, em domínios associados ao planeamento estratégico, ordenamento do território, desenvolvimento e urbanismo comercial.

António Bento-Gonçalves, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal

António Bento-Gonçalves é licenciado em geografia e mestre em geografia física, pela Universidade de Coimbra, e doutorado em geografia física e estudos ambientais, pela Universidade do Minho, onde é professor associado no Departamento de Geografia do Instituto de Ciências Socias. É investigador no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, igualmente da Universidade do Minho, tendo sido membro e coordenador do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território — Universidade do Minho e membro da comissão diretiva do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território, entre 2013 e 2016. Foi vice-presidente da RISCOS — Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança, de 2010 a 2015, e foi, entre 2020 e 2022, presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos, depois de ter sido membro da direção entre 2016 e 2020. A sua atividade científica tem-se focado nos incêndios florestais, na erosão e degradação dos solos, nos riscos naturais e na proteção civil, tendo participado, como coordenador e membro da equipa de investigação, em vários projetos científicos nacionais e internacionais, sendo autor e coautor de mais de duas centenas de títulos publicados em Portugal e no estrangeiro. Ajudou a criar a licenciatura de proteção civil e gestão do território na Universidade do Minho e o mestrado em gestão de riscos ambientais na Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique). Neste momento, António Bento-Gonçalves é diretor do Departamento de Geografia da Universidade do Minho, tendo sido diretor da licenciatura em proteção civil e gestão do território, também na Universidade do Minho, entre 2018 e 2021, diretor do doutoramento em geografia e diretor da licenciatura em geografia e planeamento, na mesma universidade.

Ângela Silva, Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade do Porto, Porto, Portugal

Ângela Silva é geógrafa pela Universidade do Porto, com especialização em ensino da geografia. É professora de geografia do ensino básico e secundário. É investigadora doutoral no Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, onde desenvolve investigação sobre desenvolvimento rural, coesão territorial e políticas públicas para o desenvolvimento. É autora de vários textos sobre estas temáticas.

António Amaro, Centro de Investigação sobre Direito e Sociedade, Faculdade de Direito, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal

António Duarte Amaro, natural de Loriga, concelho de Seia e distrito da Guarda, é doutorado em geografia humana pela Universidade do Porto, mestre em sociologia e licenciado em serviço social e sociologia. É também pós-graduado em relações internacionais e em segurança, higiene e saúde no trabalho, credenciado pela Autoridade para as Condições do Trabalho. Ao longo de cinco décadas de atividade profissional (iniciou carreira de funcionário público em 2 de novembro de 1970) tem-se dedicado a vários projetos de educação, formação e gestão de organizações sociais e sobretudo às diferentes temáticas do socorro, da proteção civil e da segurança comunitária. Entre outras, recentemente, desempenhou as seguintes funções: professor catedrático convidado da Universidade Lusófona de Lisboa, entre 1999–2015, e cofundador da licenciatura em serviço social e do mestrado em gestão de unidades sociais e de bem estar desta universidade; diretor da Escola Superior de Saúde do Alcoitão, entre 1997–2016; presidente da Associação de Bombeiros de Algueirão – Mem Martins entre 1998–2001; membro do Conselho Científico-Pedagógico da Escola Nacional entre 1997–2010; membro fundador da Associação Humanitária de Bombeiros de Marvão. É professor associado convidado da Faculdade de Direito da Universidade NOVA de Lisboa, no doutoramento e mestrado em direito e segurança — 2013–2021 (o doutoramento em direito e segurança foi descontinuado) e professor convidado de proteção civil do Instituto Universitário Militar — 2014–2021. É membro do Grupo de Reflexão Estratégica sobre Segurança — Faculdade de Direito, da Universidade NOVA de Lisboa. Atualmente, desempenha as seguintes funções: professor coordenador da Escola Superior de Saúde do Alcoitão e membro do Conselho Científico, desde maio de 1997; professor associado convidado da Faculdade de Direito da Universidade NOVA de Lisboa, no mestrado e doutoramento em direito e segurança — 2013–2022; professor coordenador convidado do Instituto Superior de Educação e Ciências, no mestrado em riscos e proteção civil e na licenciatura em engenharia da proteção civil; professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências da Saúde (Moçambique) — coordenador desta parceria, desde 2007, e coordenador científico dos mestrados em gestão pedagógica, pedagogia em saúde e segurança e saúde no trabalho; vice-presidente e membro fundador da RISCOS — Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança (associação de utilidade pública), desde 2003; presidente da Assembleia Geral do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil e membro fundador; diretor adjunto da Revista de Direito e Segurança, Faculdade de Direito, da Universidade NOVA de Lisboa.

Cynthia Luderer, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal

Cynthia Luderer é investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Doutora em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com estágio em antropologia da alimentação na Universitat Rovira i Virgili (Catalunha). É membro do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Consumo e Memória, da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo, do projeto DIAITA – Património Alimentar da Lusofonia, da Universidade de Coimbra, e do Grupo de Investigadores de Comunicação, Ciência e Ambiente, da Universidade do Minho. Suas graduações em história, pedagogia e gastronomia, assim como a especialidade em gestão em qualidade, contribuem para o desenvolvimento das dezenas de trabalhos publicados. Dentre os distintos aspetos da cultura expressos em suas publicações, destacam-se os repertórios vinculados aos meios de comunicação, destacando-se, nesse contexto, o exercício do consumo da alimentação e os diferenciados repertórios dessa prática, a qual envolve os princípios da memória e da sustentabilidade.

Cristiana Martinho, Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, Faculdade de Letras, Universidade do Porto, Porto, Portugal/Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Faculdade de Letras, Universidade do Porto, Porto, Portugal/Departamento de Estudos Integrados de Literacia, Did ática e Supervisão , Instituto de Educação, Universidade do Minho, Braga, Portugal

Cristiana Martinha é investigadora na área da educação geográfica no Centro de Investigação Transdisciplinar — Cultura, Espaço e Memória e no Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, da Universidade do Porto. Na Universidade do Minho lecionou, como professora convidada do Instituto de Educação, na área da didática da geografia e na iniciação à prática profissional de professores, bem como colaborou em projetos de formação de professores em Angola e de construção de currículos e manuais escolares para a Guiné-Bissau. Lecionou ainda, esporadicamente, nos institutos politécnicos de Viana do Castelo e de Bragança, bem como em escolas básicas e secundárias. Realizou pesquisa de mestrado sobre a ideia de Europa nos manuais escolares de geografia. A pesquisa de doutoramento focou-se na mudança de paradigma didático em geografia em Portugal e a pesquisa de pós-doutoramento debruçou-se sobre a forma como manuais escolares de geografia de diferentes países desenvolvem o pensamento espacial nos alunos. No âmbito destas pesquisas, todas realizadas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi bolseira de doutoramento e de pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e short-term fellow do Georg-Eckert-Institute – Leibniz-Institute für Bildungsmedien. Atualmente, os tópicos de pesquisa que desenvolve focam-se na questão do pensamento espacial em geografia, o conhecimento poderoso em geografia e a análise histórica de atlas escolares. Colaborou ainda em projetos europeus como o Digital-Earth, dedicado à inserção de geomédia nas escolas, e School on de Cloud, focado em aplicações cloud para o ensino. Atualmente, colabora no projeto europeu Erasmus+ UPskills_EU_Formação Contínua de Professores sobre assuntos europeus na Casa do Professor, onde leciona o curso de formação contínua de professores “Europa e a União Europeia: O Olhar da Geografia”. Na mesma instituição leciona também o curso de formação contínua “Ensinar Geografia com as Tecnologias de Informação Geográfica”.

Fernando Nogueira, Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal

Fernando Nogueira é professor auxiliar do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e Territoriais da Universidade de Aveiro, investigador da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas e diretor do mestrado em planeamento urbano e regional. É doutorado em ciências sociais pela Universidade de Aveiro, mestre em engenharia urbana pela Universidade de Coimbra e licenciado em planeamento regional e urbano pela Universidade de Aveiro. É especialista em planeamento estratégico territorial e tem como outras áreas de interesse científico e académico: políticas urbanas e territorialização de política públicas; governação, colaboração interinstitucional e inovação; participação pública, capacitação e decisão. Esteve recentemente envolvido em projetos de investigação relacionados com redes territoriais de inovação (CeNTER – Redes e Comunidades para a Inovação Territorial; http://center.web.ua.pt/?page_id=9381&lang=en) e de decisão (DECIDE – Governação Territorial Descentralizada; http://decide.web.ua.pt/pt/). Coordenou e participou, em cooperação com autoridades regionais e locais, em estudos de desenvolvimento, estratégias territoriais (regionais e municipais) e processos participativos no âmbito de estratégias territoriais, de projetos e da revisão de planos diretores municipais, nos quais têm sido criadas e testadas metodologias participativas inovadoras, de reforço do envolvimento cívico e de maior responsividade e operacionalização dos esforços participativos.

Filipe Lima, Junta da Freguesia da Seara, Viana do Castelo, Portugal

Filipe Lima é geógrafo pela Universidade do Porto, investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, onde desenvolve investigação doutoral na área das políticas públicas de cooperação transfronteiriça e coesão territorial. É presidente da Junta de Freguesia da Seara e deputado municipal em Ponte de Lima. Autor de várias publicações, desenvolve um importante trabalho de proximidade como autarca no planeamento e gestão do território.

João Seixas

João Seixas é pró-Reitor da Universidade NOVA de Lisboa, coordenando a área da inovação socio-territorial. Professor e investigador na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, desenvolve a sua atividade profissional nas áreas dos estudos urbanos, da política e planeamento de cidades e metrópoles, do desenvolvimento urbano e regional. Doutorado em geografia pela Universitat Autónoma de Barcelona e em sociologia do território e do ambiente pelo Instituto Universitário de Lisboa. Mestre em estudos urbanos e regionais pela London School of Economics and Political Science. Foi comissário da Carta Estratégica de Lisboa para 2010–2024, e coordenador da Reforma Político-Administrativa da capital portuguesa. Comissariou a exposição “Futuros de Lisboa”, no Museu de Lisboa. Durante cinco anos foi consultor sénior do Programa de Cooperação Territorial Europeia URBACT/Departamento para a Política Regional e Urbana da Comissão Europeia. Foi consultor da Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. Coordenou diversos projetos científicos, nomeadamente Governação Metropolitana na Europa: Estado da Arte e Tendências; Urban Governance in the South of Europe; Qualidade de Vida e Governação Urbana na Cidade de Lisboa. Professor convidado na Universitat Autónoma de Barcelona, na Universidade Federal do Rio de Janeiro e no Istituto Universitario di Architettura de Venezia. É autor de múltiplos artigos científicos de âmbito nacional e internacional. Os seus livros mais recentes são Lisboa em Metamorfose (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2021); Projecções de Lisboa (2018); Em Todas as Ruas (2015); Governação de Proximidade (2014); A Cidade na Encruzilhada (2013); Urban Governance in Southern Europe (Governança Urbana na Europa do Sul; editor; 2012). Colunista do jornal Público em temáticas ligadas às cidades e aos territórios.

Jorge Ricardo Pinto, Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, Porto, Portugal

Jorge Ricardo Pinto é geógrafo, licenciado, mestre e doutor pela Universidade do Porto. É professor coordenador no Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo e investigador Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território. As suas principais áreas de investigação são a geografia urbana histórica, o turismo urbano e a história do turismo.

José Alberto Rio Fernandes, Departamento de Geografia, Faculdade de Letras, Universidade do Porto, Porto, Portugal/Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Portugal

José Alberto Rio Fernandes é geógrafo, professor catedrático e diretor do Departamento de Geografia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Coordenador do Grupo Cidades e Desenvolvimento do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território. É docente e investigador em geografia urbana, urbanismo e desenvolvimento do território. É autor de cerca de 150 textos científicos, entre livros, partes de livro e artigos, o último dos quais o livro El Mundo Visto de las Ciudades (O Mundo Visto das Cidades), como primeiro coordenador, com Rubén Lois e Encarnação Sposito. Colaborador semanal do Jornal de Notícias e do programa Território, no Porto Canal.

José Carlos Mota, Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal

José Carlos Mota é professor auxiliar do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e Territoriais da Universidade de Aveiro e investigador da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas. Foi o diretor do mestrado em planeamento urbano e regional (2016–2020). Tem estado envolvido em vários projetos de investigação nacionais e internacionais sobre planeamento participativo de base territorial e coordenou, no âmbito do Laboratório de Planeamento e Políticas Públicas, os processos colaborativos desenvolvidos no âmbito dos planos de gestão das paisagens protegidas do Parque das Serras do Porto e do Sousa Superior, dos planos diretores municipais da Maia, Valongo e Vila Nova de Gaia. Integrou a equipa de coordenação de várias iniciativas de inovação cidadã, nomeadamente o Laboratório Cívico de Santiago e o Laboratório de Cidadania Intercultural, financiado pelo Portugal Inovação Social. Está envolvido nos projetos europeus Biodivercities, promovido pelo Joint Research Centre – European Commission e Social Innovation through Knowledge Exchange. Paralelamente, participa em projetos de investigação no domínio da mobilidade em bicicleta, nomeadamente o BOOST Starter Cycling Cities, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e o UAUbike, apoiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos. Tem vindo a dinamizar várias iniciativas cívicas em prol das cidades e da cidadania (Vamos recuperar o património esquecido, 2020; Futuros alternativos, 2020; Vizinhos de Aveiro, 2020; ABC da Rua, 2019–2020).

Luís Carvalho, Centro de Economia e Finanças, Faculdade de Economia, Universidade do Porto, Porto, Portugal/Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território, Faculdade de Economia, Universidade do Porto, Porto, Portugal

Luís Carvalho (doutorado, Erasmus University Rotterdam) é professor auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, especializado nos domínios dos estudos de inovação, geografia económica e desenvolvimento urbano. É também investigador integrado do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território. Dirige, atualmente, o curso de mestrado em economia e gestão da inovação da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e é editor associado da revista Environmental Innovation and Societal Transitions. Para além da atividade de investigação e docência, colabora frequentemente com entidades públicas e privadas em projetos de desenvolvimento económico, inovação e planeamento de base territorial.

Marco Allegra, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Marco Allegra é doutorado em ciências políticas pela Universidade de Turim (Itália), é investigador pós-doutoral no Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa. Os seus interesses de investigação incluem a política do Médio Oriente e o planeamento e estudos urbanos. Atualmente investiga a política de colonatos de Israel na cidade de Jerusalém e o papel do conhecimento técnico e especializado no processo político. Encontra-se a editar, em colaboração com outros investigadores e investigadoras, uma coleção de ensaios sobre a política de colonatos de Israel, e espera publicar um livro sobre a sua pesquisa sobre o colonato judeu de Ma’ale Adumim.

Paula Teles

Paula Teles nasceu em Alvarenga, Arouca, a 16 de maio de 1969. Licenciada em engenheira civil com a especialidade de planeamento do território (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto). Fundadora e CEO da mpt® desde 2004 — empresa de planeamento da mobilidade e desenho urbano, pioneira em Portugal em mobilidade urbana pedonal e inclusiva. Presidente e fundadora do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade (2006). Vereadora na Câmara Municipal de Penafiel (2009–2013). É professora universitária em várias universidades portuguesas e brasileiras desde 2007. É coordenadora da Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos, projeto que envolveu 1/3 das autarquias portuguesas (2003–2010). Autora/coordenadora do Guia da Acessibilidade e Mobilidade para Todos do Ministério da Solidariedade e Segurança Social do Governo português (2007). Presidente da Comissão Técnica de Acessibilidade e Design Universal, do Instituto Português da Qualidade, Governo de Portugal, desde 2009. Membro da Comissão de Peritos do fórum “Pensar as Cidades Século XXI, do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Galiza e norte de Portugal” (2014–2015). Membro do conselho não executivo de especialistas da Visão Zero 2030, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Ministério da Administração Interna (2021). Presidente de júri da categoria de mobilidade sustentável no Prémio Nacional Sustentabilidade 2030, Grupo Cofina, coordenadora e consultora autárquica em dezenas de municípios e comunidades intermunicipais nas áreas da mobilidade urbana sustentável, transportes, tráfego, segurança rodoviária, desenho urbano e acessibilidades. Coordenadora de inúmeros planos de mobilidade urbana sustentável em Portugal. Palestrante e congressista convidada como perita em vários eventos nacionais e internacionais na área da mobilidade urbana, acessibilidades e mobilidade para todos. Autora de livros e de um vasto conjunto de publicações e artigos técnicos.

Pedro Rego, Núcleo Promotor do Auto da Floripes, Colégio do Minho, Viana do Castelo, Portugal

Pedro Rego é licenciado em geografia com especialização em ordenamento do território, pós-graduado em geografia humana – território e desenvolvimento e mestre em ensino de geografia no terceiro ciclo do ensino básico e no ensino do secundário pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É professor de geografia no Colégio do Minho e na Escola Profissional de Música. É formador em diversas instituições. Colabora em vários projetos de aplicação do conhecimento, em domínios associados ao planeamento estratégico, ordenamento do território, desenvolvimento e urbanismo comercial. Tem vários artigos publicados sobre desenvolvimento local, património, tradições, teatro popular e Auto da Floripes, contando ainda com várias participações em encontros científicos nacionais e internacionais. No movimento associativo, foi membro fundador do Núcleo Promotor do Auto da Floripes 5 de agosto, ao qual preside desde então. Fez parte dos corpos gerentes de algumas associações locais e, depois de já ter presidido as tripartidas Festas da Senhora das Neves, está novamente integrado na sua coordenação/organização. Coordena diversas iniciativas culturais, com destaque para o Eixpressões – Encontro de Teatro Popular do Noroeste Peninsular e para o projeto cultural e cívico N-Cooltura.

Rui Pedro Julião, Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal

Rui Pedro Julião, doutorado em geografia e planeamento regional (especialidade de novas tecnologias em geografia), é professor associado com agregação do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, professor auxiliar convidado do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação da Universidade NOVA de Lisboa e investigador do Centro de Estudos de Geografia e Planeamento Regional. Desempenhou, recentemente, as funções de subdirector-geral do Instituto Geográfico Português (responsável pelas áreas de investigação & desenvolvimento, cadastro e sistema nacional de informação geográfica) e de membro eleito do conselho de gestão do Eurogeographics (associação europeia dos institutos geográficos nacionais) e do comité executivo da Associação Europeia dos Utilizadores de Informação Geográfica. É membro da Comissão Nacional de Geografia, da Associação Portuguesa de Geógrafos, da Associação de Utilizadores de Informação Geográfica e da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional. É autor de várias publicações, incluindo livros, capítulos em livros, artigos e comunicações editadas ao nível nacional e internacional e participa regularmente nas principais conferências nacionais e internacionais no domínio da ciência e sistemas de informação geográfica como orador e moderador de sessão, bem como ao nível da organização.

Simone Tulumello, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Simone Tulumello (doutorada em planeamento urbano e ordenamento do território, Universidade de Palermo) é investigador auxiliar em geografia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi investigador visitante na Universidade de Memphis (Fulbright Research Scholar), no Politécnico de Turim, na Universidade Federico II de Nápoles e no Centro de Estudos Urbanos e Regionales do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, em Buenos Aires; e policy fellow no Benjamin L. Hooks Institute for Social Change de Memphis. É, atualmente, cocoordenador do doutoramento em estudos de desenvolvimento da Universidade de Lisboa e presidente da Comissão de Ética do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A sua investigação debruça-se à fronteira entre geografia humana, estudos urbanos, economia política e planeamento, com interesses temáticos centrados em volta da questão da urbanização em contextos semiperiféricos: política e políticas da habitação; violência e segurança urbana; financeirização e desenvolvimento desigual; imaginários urbanos cidades do sul da Europa. É autor de Fear, Space and Urban Planning (Medo, Espaço e Planeamento Urbano; Springer, 2017) e organizador de Verso una Geografia del Cambiamento (Rumo a uma Geografia da Mudança; Mimesis, 2022). Está a finalizar, com Andrea Pavoni, a segunda monografia sobre violência urbana, sob contrato com Lexington Books.

Virgínia Henriques Calado, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal

Virgínia Henriques Calado é investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde integra o grupo de investigação Identidades, Culturas, Vulnerabilidades. Licenciou-se em antropologia social no Instituto Universitário de Lisboa e doutorou-se em ciências sociais, especialidade de antropologia social e cultural, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (2012). A sua principal área de investigação situa-se no campo da antropologia da alimentação, onde tem trabalhado sobre formas de alimentação menos convencionais, como a macrobiótica, sobre (in)segurança alimentar, conselhos alimentares locais ou a relocalização dos sistemas alimentares. Os seus interesses de pesquisa incluem ainda temáticas como a construção social do espaço, vacinação, cidadania, participação pública e análise de discursos políticos. Os seus terrenos de investigação têm-se situado em Portugal e Moçambique. Participou em diversos projetos de investigação e é, atualmente, membro da equipa do projeto Eating Matters: Challenges of an Inclusive, Healthy and Sustainable Food for Better Ageing (Universitat Rovira i Virgili – Espanha).

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31 July 2023

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