Emoções e Sentimentos na Mediação: A Premência da Gestão Emocional Inteligente
Synopsis
A influência da inteligência emocional na mediação é cada vez mais reconhecida como um fator essencial para a gestão de conflitos. Emoções, sentimentos e mediação estão intimamente ligados, pois a mediação — através da elevação da dimensão humana do conflito — legitima inequivocamente emoções e sentimentos como parte central do mesmo e chave crucial para o gerir. A mediação valoriza, assim, a inteligência emocional do mediador, no sentido em que este pode criar um ambiente seguro no qual os conflituantes podem partilhar o que sentem e o que pensam sobre o que sentem.
A inteligência emocional permite não só que o mediador faça a gestão das emoções e sentimentos das partes envolvidas (facilitando o diálogo entre estas de forma que alcancem uma solução que lhes seja mais útil e perdurável), como ainda possibilita a gestão das suas próprias emoções e sentimentos (que naturalmente surgem também no processo). No contexto da sua intervenção, o mediador utiliza conhecimento, competência e técnica, que possibilitam valorizar o que é positivo na carga emocional e sentimental que o encontro em mediação agrega para todos os envolvidos.
Por sua vez, os mediados encontram na mediação um espaço favorável para a normalização das suas emoções e dos seus sentimentos no contexto da situação conflitual que pretendem resolver, o que se tem revelado propiciador de uma maior focagem nos interesses e/ou afetos (e não nas posições hostis iniciais). A possibilidade de expressão emocional é fundamental para alterar a própria intensidade emocional e produzir-se uma abordagem mais racional da resolução do(s) problema(s) que originou/originaram o conflito.





