A abordagem desenvolvimentalista ao melhoramento humano

Autores

Jorge Mateus
Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, Universidade do Minho, Portugal

Sinopse

As tecnologias de edição genética estão a revolucionar a nossa compreensão ética e filosófica do que significa ser humano e viver uma vida boa. Para avaliar a permissibilidade moral das intervenções genéticas e como distribuir o seu acesso, trabalho no quadro de uma teoria de bem-estar radicada num entendimento do ser humano como agente criativo propositivo. Como o bem moralmente desejável é o florescimento do ser humano através do uso e desenvolvimento das suas capacidades,
defendo que temos deveres prudenciais e morais para promover estas intervenções. A distribuição do seu acesso deve ser governada pelo seguinte princípio geral: as intervenções genéticas na linha germinativa são moralmente permissíveis se e somente se resultarem num incremento do nosso poder desenvolvimental ou contribuírem para o nosso florescimento como agentes criativos propositivos.

Biografia do Autor

Jorge Mateus, Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas, Universidade do Minho, Portugal

Obteve o doutoramento em 2024, em Filosofi a Política, pela Universidade do Minho, com a tese intitulada “Well-Being and Human Enhancement: Towards Human Nature Developmentalism”. Anteriormente, concluiu o mestrado em Filosofia Política na mesma instituição, em 2015, e a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais, em 2013, na Universidade da Beira Interior. Atualmente, é investigador no Centro de Ética, Política e Sociedade da Universidade do Minho, onde se dedica à investigação na área da ética do melhoramento humano.

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15 maio 2025

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