Identidade e Ipseidade – Questionamento e Ação
Synopsis
Desde meados do século XX que a questão da identidade invadiu as ciências humanas e sociais – desde o discurso público ao jornalístico, e tornou-se a palavra-passe da nossa época, cujo uso e abuso dissimula uma vaga ausência de significação. Uma identidade em diálogo que não pode ser dissociada das interações com outrem e é, em tudo, social; uma identidade que não é mais aquela do eu cartesiano ou lockiano, mas definitivamente ligada ao ser humano que somos. Claude Romano desenvolve um exame lógico e filosófico desta noção, partindo de um plano de fundo histórico, principalmente as egologias modernas, e propõe uma reorientação completa da questão. O autor forja o conceito de identidade prática e demonstra que a identidade, que desempenha um lugar central nas nossas vidas, é uma identidade diante da qual exercemos uma responsabilidade inalienável, na medida em que usufruímos de uma certa autoridade para nos definirmos.





