A Mediação Como Forma Privilegiada de Resolução de Conflitos de Consumo Pelo CIAB – Tribunal de Consumo

Autores

Fernando Manuel Martins Viana
Tribunal Arbitral de Consumo, Braga, Portugal

Sinopse

A rede de arbitragem de consumo engloba o conjunto de tribunais de consumo que asseguram a efetivação dos direitos do consumidor, através de um serviço de informação aos consumidores e às empresas e da resolução de conflitos de consumo utilizando procedimentos de resolução alternativa de litígios, como a mediação, a conciliação e a arbitragem, num formato de multi-step resolution, no quadro da Lei n.º 144/2015 (2015). O CIAB – Tribunal de Consumo (https://www.ciab.pt) é o serviço que na região abrangida pela sua competência territorial disponibiliza estes procedimentos. Tem uma particularidade em relação aos demais e que o distingue: é o único que recorre à mediação presencial para a resolução dos conflitos de consumo, utilizando mediadores certificados. Os restantes tribunais de consumo efetuam, a título de mediação, um procedimento que se encontra descrito no Artigo 9.º do Regulamento Harmonizado de Arbitragem (Direção-Geral do Consumidor, s.d.), que na realidade não se reconduz ao conceito de “mediação” constante do Artigo 2.º da Lei da Mediação (Lei n.º 29/2013, 2013). A utilização da mediação pelo Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo permite a resolução de conflitos de consumo de uma forma mais satisfatória para as partes envolvidas (consumidores e empresas), evitando, em muitos processos, o recurso à arbitragem, com a inerente poupança de custos, tempo e desgaste para todos os intervenientes. Estas vantagens são evidentes nos resultados estatísticos que se revelam ao longo dos anos.

Biografia do Autor

Fernando Manuel Martins Viana, Tribunal Arbitral de Consumo, Braga, Portugal

Fernando Manuel Martins Viana é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1987), possui uma pós-graduação em Direito do Consumo pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1999) e mestrado em Direito e Informática pela Escola de Direito da Universidade do Minho (2015). É mediador de conflitos e diretor do Tribunal Arbitral de Consumo e do Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo.

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Publicado

19 outubro 2026

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