O Príncipe e o Sapateiro: Eu e a minha Identidade em Bernard Williams e Thomas Nagel
Sinopse
Mudamos muito, física e psicologicamente, ao longo do tempo. Somos sempre o mesmo “eu”, apesar destas mudanças? A versão moderna da questão recua à tese de Locke para quem a identidade pessoal assenta na consciência de um eu pensante. A continuidade da pessoa é a continuidade mental, não a corporal, solução que recebeu logo vários tipos de críticas, que foram retomadas no século XX. Na crítica de Bernard Williams, o problema é indissociável da “integridade” da pessoa, que é chave
para a sua crítica ao utilitarismo. A posição de Williams representa um contrapeso importante em relação à tese lockiana, mas não é clara. Thomas Nagel sugere uma abordagem diferente, recorrendo a uma teoria do “duplo aspeto” como solução do problema corpo/mente. Sugere-se neste ensaio que a persistência do debate mostra que o método de evitamento das questões metafísicas, razoável de uma perspetiva política, não travou e não deve travar a curiosidade sobre o problema substantivo da identidade.
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