11. Fronteiras de paz e desenvolvimento

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Sinopse

A Ciência Regional não explica fronteiras políticas e prefere falar de centros e periferias, sendo que estas são normalmente zonas de fronteira. Deixa assim para as ciências históricas, para a ciência política e para as ciências da guerra a explicação da fronteira, condicionadas pela geografia física e pelo poder do mais forte. O objetivo deste texto é perceber a fronteira do ponto de vista da ciência regional que estuda a interação das pessoas e dos sítios no território. Para isso propõe-se um modelo de análise das fronteiras com quatro tipologias: duas fronteiras estáveis de mercados terrestres e de mercados marítimos; e duas fronteiras instáveis de afetação igualitária de bens públicos e de fronteiras de afetação de rendas dos recursos naturais. Justifica a instabilidade das fronteiras e foca-se no desenho das fronteiras entre países marítimos, que visam garantir a segurança da costa em torno de dois portos, e terrestres, que visam a segurança de portelas terrestres e de algum acesso ao mar. A aplicação do modelo de análise a Portugal, Ucrânia, Brasil e Albânia serve para comprovar a generalidade do modelo que, ajustado à escala regional, implica a criação de regiões de montante e de jusante.

Biografia do Autor

Tomaz Ponce Dentinho, Universidade dos Açores

Licenciado em Economia, Mestre em Economia Regional, Doutorado em Ciência Regional, Professor na Universidade dos Açores, Angra do Heroísmo. Coordenador da Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores. Editor-chefe da revista científica Regional Science Policy and Practice.

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Publicado

4 setembro 2023

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